Com organização, identidade e competitividade, a seleção africana encantou o mundo e escreveu um dos capítulos mais marcantes da Copa do Mundo de 2026
Em tempos de Copa do Mundo, o futebol continua escrevendo belas histórias que permanecem para sempre na memória do maior esporte do mundo. E, nesta edição de 2026, o Mundial contou a belíssima trajetória da seleção de Cabo Verde, liderada pelo técnico Pedro Leitão Brito, o Bubista.
Nascido na Ilha da Boa Vista, em Cabo Verde, Bubista tem 56 anos e é muito respeitado no cenário do futebol do país e do continente africano, especialmente pelo trabalho mais recente à frente da seleção nacional.

Trajetória como atleta e treinador
A carreira de Bubista como atleta aconteceu nas décadas de 1990 e 2000, quando atuou como zagueiro em clubes como Badajoz (Espanha), ASA (Angola), Estoril Praia (Portugal) e Falcões do Norte (Cabo Verde), além de ter sido capitão da seleção nacional.
Como treinador, sua carreira foi construída principalmente no futebol cabo-verdiano, onde comandou o Mindelense, a Académica do Mindelo, o Sporting da Praia e o Batuque. Pela seleção de Cabo Verde, foi auxiliar técnico em dois períodos distintos e, desde 2020, ocupa o cargo de treinador principal.
Dessa forma, Bubista consolidou seu trabalho montando uma equipe competitiva e com grande solidez defensiva. Sob seu comando, Cabo Verde fez uma excelente campanha na Copa Africana de Nações de 2023, alcançando as quartas de final, e conquistou, de forma histórica, a classificação dos Tubarões Azuis para sua primeira Copa do Mundo.

Copa do Mundo
Nem mesmo o melhor roteirista do futebol poderia imaginar a grande jornada que Cabo Verde enfrentaria na Copa do Mundo. A equipe foi sorteada no Grupo H, onde teria pela frente dois campeões mundiais: Espanha e Uruguai. A Arábia Saudita completava a chave.
Considerada azarã em um grupo extremamente competitivo, a seleção africana não perdeu para nenhum dos adversários e garantiu a classificação para a fase seguinte com três empates em três partidas.
Nos dezesseis avos de final, outra seleção campeã mundial surgiu pelo caminho: a Argentina, atual detentora do título. Em campo, Cabo Verde protagonizou uma partida extremamente equilibrada e vendeu caro a derrota por 3 a 2, sofrida apenas na prorrogação.
“Mais do que tudo, é ter orgulho nos jogadores. O nosso país dignificou-se neste Mundial. Mostrámos o nosso carácter e a nossa identidade“, afirmou Bubista na coletiva pós-jogo, sendo, inclusive, aplaudido ao fim da entrevista na sala de imprensa.
Entre as grandes histórias desta Copa do Mundo, a campanha de Cabo Verde, comandada por Pedro Bubista, certamente permanecerá por muitos anos na memória dos torcedores. Mais do que os resultados, os Tubarões Azuis deixaram como legado a coragem, a organização e a prova de que o futebol continua capaz de produzir histórias inesquecíveis.
