Treinador conquista três títulos em quatro anos com a seleção principal da Fúria
A Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim com a Espanha no lugar mais alto do futebol mundial. Sob o comando de Luis de la Fuente, a Fúria conquistou o bicampeonato ao derrotar a Argentina por 1 a 0, na grande decisão disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O gol do título foi marcado por Ferran Torres, na prorrogação.
A conquista coroou um projeto construído ao longo de mais de uma década. Responsável por formar boa parte da atual geração espanhola, Luis de la Fuente consolidou a Espanha como uma das seleções mais vencedoras do século XXI e reafirmou a força de um trabalho baseado na continuidade, no desenvolvimento de talentos e na identidade de jogo.

Trajetória construída na base
Ex-lateral, com carreira entre 1978 e 1994, Luis de la Fuente iniciou sua trajetória como treinador em 1997, no Portugalete. Depois, passou pelas categorias de base de Sevilla e Athletic Bilbao, além de comandar a equipe principal do Alavés.
A grande virada na carreira aconteceu em 2013, quando foi contratado pela Real Federação Espanhola de Futebol para dirigir as seleções de base. A partir dali, iniciou uma trajetória marcada por conquistas e pela formação de uma geração que faria história.
Durante esse período, conquistou a Eurocopa Sub-19 em 2015, a Eurocopa Sub-21 em 2019 e a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021.
Foi justamente nesse ciclo que trabalhou diretamente com jogadores que mais tarde se tornariam protagonistas da conquista mundial, como Unai Simón, Marc Cucurella, Rodri, Fabián Ruiz, Dani Olmo, Pedri e Mikel Merino.
A aposta que deu certo
Em 2022, Luis de la Fuente foi escolhido para assumir a seleção principal da Espanha, substituindo Luis Enrique, após a eliminação para Marrocos nas oitavas de final da Copa do Mundo do Catar.
A escolha da Federação Espanhola representou uma aposta na continuidade do trabalho desenvolvido nas categorias de base. Conhecedor das características de seus atletas, o treinador manteve a essência da equipe, fortaleceu a gestão do grupo e criou um ambiente de confiança com jogadores que acompanhava havia anos.
Os resultados apareceram rapidamente. Em apenas quatro anos, a Espanha conquistou três dos principais títulos do futebol internacional: a Liga das Nações, em 2023; a Eurocopa, em 2024; e, agora, a Copa do Mundo de 2026.
Com um futebol baseado na posse de bola, intensidade, organização e protagonismo ofensivo, Luis de la Fuente conduziu La Roja ao bicampeonato mundial e consolidou seu nome entre os grandes treinadores da história da seleção espanhola. Aos olhos do mundo, o título de 2026 representa não apenas uma conquista, mas a consagração de um projeto que começou muito antes da bola rolar no Mundial.
