Treinador argentino exalta a personalidade do elenco, faz reflexão sobre a vida e projeta reencontro com Luis de la Fuente na final da Copa do Mundo
Após a eletrizante vitória da Argentina por 2 a 1 sobre a Inglaterra, que garantiu a Albiceleste na decisão da Copa do Mundo de 2026, o técnico Lionel Scaloni concedeu uma coletiva de imprensa marcada por emoção, desabafos e reflexões sobre futebol e vida. O treinador exaltou a personalidade de seus comandados e destacou a forma leve com que a equipe encara os grandes desafios.
“Eu os conheço. Sei como eles são. Sei que são índios, mas no bom sentido da palavra. Eles se criaram em ambientes onde não tinham medo de nada, onde eram os melhores em todos os lugares desde pequenos. Não sentem o peso da responsabilidade. Quando você vê essa demonstração, é porque estão jogando como se tivessem 7 ou 8 anos. Não estão pensando: ‘Ui, se eu falhar, vamos ficar de fora de uma semifinal’. Estão apenas jogando futebol, que é o que fizeram a vida inteira”, afirmou Scaloni.

Apesar da classificação histórica, o comandante argentino adotou um discurso de serenidade e fez questão de destacar que sua motivação vai muito além dos títulos. Em um depoimento sincero, afirmou que o resultado da decisão não mudará sua forma de enxergar a carreira nem a vida.
“De coração, não é o vencer que me move. Eu adoraria ser campeão do mundo, claro, quem não gostaria? Mas isso não vai me mover. Passei por muitas coisas no último ano para me preocupar se sou ou não ‘exitoso’ por ganhar. O mais importante é como enfrentamos as situações. Se formos campeões do mundo, na segunda-feira temos que continuar de novo. E, se não formos campeões, também. É uma história que nunca acaba”, analisou.
Agora, Scaloni terá pela frente um reencontro especial. Na grande decisão, a Argentina enfrentará a Espanha, comandada por Luis de la Fuente, que foi seu professor no curso de treinadores. O argentino relembrou a relação de amizade e admiração pelo técnico espanhol, mas deixou claro que, quando a bola rolar, a rivalidade falará mais alto.
“O Luis, além de ter sido meu professor no curso de treinador, é alguém com quem tenho uma relação muito especial pela sua proximidade. Nos encontramos na final de forma casual. Lembro que, no Catar, depois de um fórum de treinadores, quando já éramos campeões, tivemos uma conversa linda. Falamos de coisas que creio que serviram para ele, e não digo por arrogância, mas no bom sentido, e que ele aplicou brilhantemente em sua seleção. O respeito é máximo, mas, no domingo, sinto muito, vamos tentar ganhar deles”, finalizou.
A grande final
Espanha e Argentina disputam o título da Copa do Mundo de 2026 neste domingo (19), às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O confronto coloca frente a frente duas das seleções que apresentaram o futebol mais consistente do Mundial e promete uma decisão de alto nível.
